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A Queda de Murdock - Resenha de HQ

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A série Demolidor vai estrear sua terceira temporada na Netflix e é melhor você pegar todas essas informações para criar suas próprias teorias e até mesmo julgar o que foi tirado ou não dos quadrinhos direto para às telas da sua TV.
Matthew Murdock dispensa introduções e detalhes de sua infância conturbada. O advogado cego vive sua vida civil tranquilamente se não considerarmos casos conturbados em sua profissão e seus relacionamentos amorosos.

A HQ que estamos resenhando é a edição lançada pela Editora Salvat na coleção de Grafic Novels de capa preta, lançadas há pouco tempo numa coleção de sessenta volumes que, posteriormente, foi estendida para cento e vinte volumes.
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A revista é um compilado das edições de Daredevil 227-233. Escrita pelo genial Frank Miller e a arte é de responsabilidade de David Mazzucchelli.

O Enredo.

Meus queridos, para quem acompanha as resenhas aqui no Janela sabe que eu não sou muito de fazer uma análise monocromática e dar aquele veredito que sentencia a obra ao quinto dos infernos ou aos mais altos céus. Esta obra possui algo que não tem como você deixar de se encantar com o enredo e com a sequência de fatos que colocam nosso Demolidor numa situação inimaginável. Karen Page terminou um relacionamento conturbado com Matthew e partiu para uma carreira de atriz já que esse era seu sonho. Não deu muito certo e ela acaba fazendo até alguns filmes adultos e em paralelo ao fracasso da carreira acaba se tornando viciada em drogas. No ápice de uma abstinência e sem nenhuma moeda de troca, ela se vê encurralada em trocar uma informação valiosíssima por uma mínima quantidade de droga.
Agora viciada e um ser humano definhando aos poucos, Karen anota num papel um nome e alerta ao traficante que aquela informação vale muito. O traficante lê o papel e entrega a substância para a mulher que está definhando na sua frente. Agora portando essa informação, o traficante viaja quilômetros para se encontrar com quem poderia pagar muito bem por aquela informação valiosíssima. O Rei do Crime. E que informação é essa que motivou alguém a marcar uma reunião com um homem como Wilson Fisk? Karen havia anotado no papel que Matthew Murdock é o Demolidor!
Nessa descoberta, o Rei do Crime ouve calmamente o simples traficante. Como aquela informação era realmente importante e não poderia ficar passando de mão em mão, um dos capangas do Rei mata o dono da mensagem. Os subordinados de Wilson Fisk recebem a ordem que se certifiquem de que todos aqueles que souberem dessa informação, morram!

Toda a vida de Matthew desmorona ao ponto de perder o emprego e a licença de advogado. Sua linha de telefone, água, luz... tudo cortado, mas pelo menos ainda restava o conforto de seu lar... não mais. Wilson Fisk cuida para que até a casa vá ao chão. Depois você percebe que O Rei do Crime não quer matar o Demolidor, mas quer que ele sofra, enlouqueça, perca tudo...aí sim virá a morte.

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Com o receio de ter sua identidade exposta (porque até então só O Rei do Crime tem conhecimento disso), Matthew chega à conclusão de que Wilson Fisk sabe de sua identidade secreta. Mesmo com tantas ameaças de morte... Murdock não se rende e luta contra todas as adversidades possíveis e torna-se o Homem Sem Medo!
Até mesmo um soldado do exército americano pirado é recrutado pelo vilão para dar fim à vida do herói, matando muitos inocentes nessa tentativa, Demolidor finalmente rende o soldado lunático e tenta parar aquela chacina sem motivo aparente. A descarga emocional vem com uma sequência de golpes que para uma pessoa comum seria mortal, mas o soldado resiste até o ponto do herói dar sua última sequência de golpes... ele é interrompido pelos Vingadores: Capitão América, Homem de Ferro e Thor. Sua vingança, aparentemente interrompida, mostrou ao seu inimigo que não importa o que aconteça. Matthew Murdock é o Demolidor e isso não mudará o fato de que os dias de crime estão contados na Cozinha do Inferno. Ele é Matthew Murdock, o Demolidor... O Homem Sem Medo.

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Veredito.

Uma HQ que certamente deve fazer parte de sua coleção. Um dos volumes mais importantes dessa coleção da Salvat. Um herói que mereceria uma quantidade maior de encadernados rolando no mercado de quadrinhos, mas que infelizmente não é tão lembrado.  Corra o quanto antes para adquirir essa pérola!

Sr Stark. 

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Stephen Hawking - Um cientista, um legado, uma lenda



O mundo da ciência chora a triste notícia do falecimento de Stephen Hawking nessa semana e seja pelas suas contribuições cientificas ou pelas as suas participações na tv, Hawking será sempre lembrando (pois ainda que passe tempos e eras suas teorias ainda serão estudas e discutidas dentro e fora do meio acadêmico).
Talvez você não saiba ou até mesmo não se lembre, mas Stephen já fez participação especial em alguns dos programas mais pop da tv. Caso você não lembre, o JC elaborou um TopFive especial para eternizar a passagem do cientista mais pop que o mundo já viu!

#1 – Os Padrinhos Mágicos

No episódio, quando Timmy vai para escola onde é alvo de bullying de outros alunos e de seu ignóbil professor Crocker, o afilhado é desafiado pelo seu professor cinzento a encontrar a solução de um problema (2+2) e depois de ter a resposta 5, o resultado faz magicamente o cientista aparece na turma do sexto ano para provar a certa sua resposta. Na aparição de Hawking, o cientista jogava tênis e até turbinou sua cadeira de rodas com um foguete.


#2 – Os Simpsons

Todo mundo já assistiu um episodio do desenho da família amarela mais sem noção da TV e está careca de saber que além de ter seus personagens icônicos, também é famoso por satirizar situações corriqueiras e suas participações especiais – como Lady Gaga, Rolling Stones e outros. O episódio é da decima temporada, porem Hawking já fez outras participações na série e aparentemente adorava fazer a dublagem de seu personagem – chegou a alegar que era mais conhecido pela sua versão no show de tv que na vida real. Concordam?



#3 Futurama

Dos mesmos criadores de Simpsons, Futurama conta a história de um entregador de pizza que dormiu numa máquina criogênica e acordou no futuro. Nessa sátira futurista, o crânio do cientista foi preservado até o século XXXI e ganha vida graças a tecnologia da época. Stephen ganha poderes como visão laser e sai voando por aí em um foguete transparente atirando laser nas pessoas. Parece ser perigoso, porem o cientista gostou da ideia.



#4 Star Trek: The Next Generation

Série de TV dos anos de 1970, mostra a tripulação da nave estelar Enterprise. Porem no episódio o cientista aparece em forma de holograma para jogar poker com o comandante da nave, Data, e com Sir Isaac Newton. Stephen Hawking era assumidamente fã da serie e em sua participação no episódio, pediu para sentar na cadeira comandante da nave estelar.



#5 – The Big Bang Theory

Uma sit-com que aborda a vivencia de quatro cientista atrapalhados, faz muito sucesso com o publico geral. Sheldon vive estudando a teoria das cordas (basicamente diz que os Quartz – partículas menores de os elétrons e prontos – são formadas por pequenas “cordas” que estariam vibrando em diferentes padrões e diferentes frequências, produzindo assim as partículas que compõem o nosso mundo) e um episódio ou outro faz referência a Hawking jogando xadrez com o mesmo. Porem em um dos episódios, Stephen contata Sheldon para dizer que seu estudo sobre a teoria das cordas contém um erro; Sheldon afirma que não comete erros, porem o cientista afronta: “está dizendo que eu comento erros?”. Tal resposta deixa Sheldon contrariado e o episodio termina, porem a tempo de ver sua breve participação.








O Leitor Burguês


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GHOST WARS: UM ACERTO DO SYFY.

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Para aqueles que são fãs de filmes de suspense que possuem um toque de gore, Ghost Wars pode ser uma excelente pedida, a série possui um tom de terror, mas particularmente eu acho que o foco maior dela é mistério e suspense.


Como fã de terror e suspense assisti a série em poucos dias, e posso dizer que seus episódios mantém um bom ritmo que conseguiram me deixar presa do início ao fim. O gênero de terror está voltando a moda para sorte dos fãs, e por ser um tema que acaba encontrando certos limites, é importante darmos valor a produções que trazem uma abordagem original e Ghost Wars faz isso com maestria, apesar de ter algumas cenas que podem já ser conhecidas para fãs de clássicos. 

A nova série do SyFy traz como trama principal uma pequena cidade no Alaska que entra em guerra com fantasmas. Nos primeiros minutos somos apresentados a Roman Mercer (Avan Jogia) que é visto como marginal e charlatão pelos outros moradores devido a sua habilidade de ver e se comunicar com fantasmas. Os moradores da cidade, em sua grande maioria, julgam Roman como uma espécie de ímã para as tragédias do local, o único que consegue ter um bom relacionamento e geralmente protege o jovem é o padre da cidade, Dan Carpenter (Vincent D'Onofrio).  Quando um evento estranho desperta a ira dos fantasmas, Roman acaba se tornando a única esperança da cidade.


No piloto essa premissa é muito bem introduzida com a carga certa de suspense e cenas intensas para mostrar o que a série pretende em sua temporada e nas possíveis próximas. Com um roteiro bem escrito e uma trama dinâmica, a série mantém e explica seus mistérios na hora certa, conseguindo amarrar tudo, chegando a um final intenso e dramático com a guerra de fato acontecendo, deixando o telespectador ávido por descobrir como os cidadãos vão solucionar o problema.



Ghost Wars foi filmada em tons de cinza e com um ar simples, o que com a adição de sua trilha sonora faz com que tenha sempre um ar de terror e tensão durante os episódios. A série não é uma produção pesada, apesar de ter cenas um pouco grotescas, não chega a trazer nada muito explícito, se resumindo a poucas cenas e alguns jump scare.



A série consegue trazer um tom diferente a sua narrativa quando aborda o preconceito contra Roman e discute sobre o pós-morte, o que acaba mostrando seus personagens mais profundamente no decorrer dos episódios, e faz o telespectador criar um laço mais profundo com os personagens. No entanto, pode acabar desagradando por as vezes desacelerar o ritmo de terror e suspense para desenvolver os personagens.
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A SÉRIE THE HANDMAID’S TALE:

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"Vou logo dizendo que a série que irei resenhar agora foi concebida ano passado com o Emmy e o Globo de Ouro de melhor série dramática, ou seja, não é qualquer série."


Ainda não é muito conhecida no Brasil, uma vez que não teve seus direitos de exibido comprados por nenhum serviço televisivo do país. Eu assisti pela internet após ver, em algum lugar que não lembro mais, a sinopse da série que logo me cativou.

Terminei a primeira temporada em pouquíssimos dias (contém apenas 10 episódios) e agora estou esperando ansiosamente a segunda que estreia no dia 25 de abril nos estates. Mas sem delongas... essa série espetacular é nomeada de “The Handmaid’s Tale”, série inspirada no romance da escritora canadense  Margaret Atwood publicado no ano de 1985. O enredo mostra um futuro onde as taxas de fertilidade caem em todo o mundo por conta da poluição, bem como das doenças sexualmente transmissíveis. Isso vai desencadeando o crescimento de um setor “cristão” extremamente religioso, que pautam suas práticas em modos distorcidos de ver a bíblia. 

Desta forma, esse grupo cresce de tal forma que derruba o governo dos EUA, instaurando posteriormente, um governo totalitário teocrático, denominado de Republica de Gileade. Nesse enredo, todas as pessoas tinham que seguir as regras instauradas pelo setor dominante dessa sociedade, os que não seguissem eram mortes em praça pública, tendo seus corpos expostos para servir de exemplo. Contudo, a situação que mais me chocou na sério é que as mulheres férteis são separadas do restante da sociedade, de maneira que elas são distribuídas em lares de casais que não conseguem ter filhos onde elas tem a única função de engravidarem para aumentar as taxas de natalidade do país. As cenas de abuso são fortes, mas para as pessoas responsáveis por fazer toda essa loucura acontecer isso é apenas a missão de Deus para essas mulheres.

Desse modo, a série traz de forma clara o poder devastador da religiosidade. A partir que os indivíduos começam a utilizar da religião para justificar suas barbáries prometendo um mundo melhor isso pode trazer consequências muitas vezes irreparáveis. Temos exemplos disso em nossa história, como por exemplo a escravidão, que era justificada por muitos membros da igreja, visto que eles alegavam que os negros não tinham alma e por isso eles podiam ser escravizados. Outro exemplo, foi o genocídio que ocorreu na América Latina por parte dos colonizadores, que também se utilizavam do discurso religioso para basear suas ações desumanas. The Handmaid’s Tale, nos faz refletir sobre diversas questões que, ao que parece, estão voltando a tona. É uma série que aguça nosso senso crítico, nos dando elementos para melhor analisar muitos discursos que nos são vomitados diariamente. 

Enfim, corre logo para assistir a primeira temporada porque a segunda chega próximo mês.


Primeiro Raio de Sol
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A Trilha Sonora de Pantera Negra


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“Pode uma Comunidade Cujo passado foi deliberadamente apagado, imaginar possíveis futuros?” Mark Dery.





Estreando textos por aqui, trago algumas curiosidades para os leitores sobre ciências humanas na cultura Pop para colocar a mente para funcionar ao mesmo tempo em que nos divertimos.
Iniciando pela obra que já estrou nas telas, Pantera Negra dos Estúdios Marvel. Já vem se falando nos meios digitais sobre a representatividade africana para nosso povo, e do próprio paralelo com a organização política dos Estados Unidos (Os Panteras Negras).

São excelente abordagens para se fazer, mas aqui vamos para algo ainda não tão comentado assim: a produção da Trilha sonora do filme. Sob a direção artística do rapper Kendrick Lamar e seu grupo TDE, vem com diversas colaborações de artistas: SZA, The Weekend, Jay Rock, Future, Saudi e etc. Existe também grande peso do compósito Ludwig Göransson que acompanhou o artista africano Baaba Maal em turnê realizando os estudos das sonoridades, instrumentos e ritmos diversos com continente. Focaremos no álbum da colaboração dos diversos artistas rappers.


Inclusive ganhador do último Grammy (2018) de melhor álbum de rap, Kendrick Lamar vem ganhando destaque e reconhecimento – não foi mero acaso a escolha deste artista e seu grupo (TDE) para a produção das músicas que iriam estar no filme.
Ok, mas o que tem de diferente dos outros filmes da Marvel? Bem, as trilhas dos filmes são conhecidas por não arriscarem e não serem marcantes e eis aqui uma oportunidade de arriscar e mover do que já feito, sendo que com a produção musical vêm diversas ideias. Entre essas ideias o conceito do Afrofuturismo.

Para a comunidade negra quando se referiam à África o que vinha a mente eram os estereótipos de tribos, arcaico, deserto e outras imagens que relacionam a algo primitivo. O conceito vem para criar uma possibilidade de imaginar um futuro e melhor esperança para a comunidade de descendência negra. Desde a década de 60 especialmente com Sun Ra, musico estadunidense abordava o psicodelismo, misticismo, porém com a ancestralidade africana. Porém o termo só viria na década de 90 com Mark Dery em seu texto “Black to the Future”:

Daí vem o questionamento no início do texto: Um povo que teve um passado marcado por uma tragédia história, como a escravidão tem essa chance de imaginar futuros, criar forças para exigir justiça social que passam no presente? Pantera Negra é uma forma de postura a isso, com um cenário futurista vindo de um país da África, com suas tecnologias e ainda mais: com uma trilha sonora, que soma os ritmos de tambor com a tecnologia high tech de Djs, musicalidades que somam algo que a princípio pode causar estranhamento, mas estando juntas fluem como água.

Com essas abordagens, a letra de uma das músicas (All the Stars – SZA, Kendrick Lamar) bem fala do sentimento que tem força de provocar essa produção cinematográfica

“All the stars are closer”
“Todas as estrelas estão Próximas”


Adyel Queiroz

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Hibisco roxo - Chimamanda Ngozi Adichie

Sobre o Livro

Titulo original: Purple Hibiscus 

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie

Paginas: 324

Editora: Companhia das Letras

Tradutora: Julia Romeu


    Em “Hibisco roxo”, Kambili faz parte de uma família rica, por causa de seu pai, Eugene, ser dono de uma fábrica de produtos alimentícios, um jornal influente e um político importante. Eugene atribui o seu sucesso e sua riqueza ao deus cristão, isso faz com que ele ao longo do tempo se torne casa vez mais fervoroso e opressor para sua esposa e filhos.  
    Chimamanda nessa parte faz uma crítica ao capitalismo cristão, pois Eugene usa de sua força física para punir a família. E tudo começa quando o seu filho mais novo, Jaja, não se recusa a receber a comunhão na igreja. Tal ato impensável para o chefe de família o deixou tão furioso que o mesmo quase mata a própria esposa e a filha.
    Aqui vai um pouco história: a Inglaterra colonizou a África no século XIX, mas o continente africano só conseguiu sua independência em 1960. No romance, os personagens cristãos são brancos e tem nomes europeus. Também Eugene é descrito como forte, alto, viril, rico e imponente – essa figura representa a colonização cristã, como a autora representa no personagem uma “nova religião”; e o avô de Kamibili, Papa-Nnukwu, por ser um personagem velho já no limite da vida e que ainda acredita nos deuses africanos representa a fé de um povo calejado.
    A tia leva os sobrinhos se aproximarem do avô tido pelo pai um pecador por não acreditar nos preceitos cristãos. Kambili ver aquele senhor quase no final da vida e muitas vezes sente inveja pela paz que o ancião transparece, sua harmonia deixa a adolescente tranquila e o seu amor pela vida contagia os sobrinhos. (Papa-Nnukwu é o meu personagem favorito)
    No romance o clima ameniza com a chegada de Ifeoma, irmã mais velha de Eugene. Quando o governo começa a investigar meios de comunicação para evitar um possível boicote ao seu presidente – tão opressor quanto o pai de Kambili -, o chefe da família não ver outra opção para os filhos senão os deixar com a irmã caçula. Depois de muita insistência de Ifeoma para livrar os sobrinhos das agressões de Eugene, Kambili e Jaja vão passar o natal com a tia e os primos.
    Vale ressaltar que Ifeoma é uma mulher de meia de idade, mãe solteira de três filhos e professora da universidade. Apesar de também ser cristã, ela é mais tolerante que o irmão mais velho. Por isso ela mantem um ótimo relacionamento com o pai, Papa-Nnukwu, e tem seus altos e baixos com o irmão mais velho.
    A história alcançar outro tom quando os primos recém-chegados na casa da tia percebem o clima de liberdade e segurança. Isso faz com que Jaja se rebele contra o seu pai e sua opressão. Mas ainda na pele de Kambili, vemos sua primeira paixão – um jovem padre, Amadi. O leitor ver o olhar sensível de uma adolescente que quase não fala por medo, quando encontra sua primeira paixão.  
    O amor de Kambili a mantem sã, e de uma jovem apagada pela opressão do pai passa a ser uma adolescente ativa e destemida. A protagonista, quando se apaixona, questiona-se a realidade em que vive – a repressão causada em uma casa grande, com empregados e coisas caras; e o lar de um apartamento quente cheio de gente sorrindo e gritando umas com as outras.
    Veja, o amor de Kambili não é levando as vias de fato, porem é vivenciado pela plenitude de um olhar juvenil – amor à primeira vista. Por conta de sua sanidade, a protagonista se ver na incumbência de amadurecer e sustentar a família, pois todos os membros foram destruídos pela fé intolerante de Eugene.
    Um breve adendo: os ambientes descritos por Chimamanda no livro são muito característicos de locais tropicais ou subtropicais. O leitor brasileiro irá se identificar fácil com a ambientação e isso irá contribuir com uma maior imersão na leitura.
    Trata-se de uma obra profunda de alto conhecimento, violência e descobertas. Quando Chimamanda separa dois universos no romance, o leitor passa a ver, sob o olhar intimista de uma adolescente, a opressão existente em casa e na rua. Os efeitos de uma colonização branca cristã marca na pele cicatrizes que as vezes o tempo não toma conta de levar consigo. A percepção do primeiro amor e o amadurecimento do corpo e sobretudo mente.
    Esse livro foi o segundo lido, tendo sido o primeiro “Americanah” (ainda meu preferido).


Sobre a autora (tirada do livro) 


    Chimamanda Ngoze Adichie nasceu em Enugu, na Nigeria, em 1977. Sua Obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeros periodicos, como as revistas New Yorker e Granta. Além de Meio sol amarelo (2008) - vencedor do Orange Prize e adaptado ao cinema em 2013 -, é autora também dos romances Hibisco roxo (2011) e Americanah (2014) - best-seller vencedor do National Book Critics Circle Awards - e da coleção de contos No seu Pescoço (2017), bem como dos ensaios Sejamos Todos Feministas (2015) e para educar crianças feministas (2017), todos publicados no Brasil pela Cia. das letras.


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TopFive Literario Do Janela Central - Especial Dias das Mulheres

Se você está lendo isso deve saber que o dia 08/03 se comemora dia internacional da mulher. e para celebra esse dia cheio luta pelos seus direitos, o JC separou cinco livro escrito por mulheres que falem sobre mulheres e que TODO MUNDO DEVERIA LER!!!! 

(Todos as sinopses foram tiradas dos livros)


1# Poesia
 - Outros Jeitos de Usar a Boca ( Publicado pela Editora Planeta ) 

  "Outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a sobrevivência, o amor, o sexo, o abuso, o trauma, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com uma dor diferente. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares impressos."

2#Doutrinação
- Sejamos Todos Feministas ( Publicado pela Cia das Letras )

"Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. ‘Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!’.” Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e – em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “antiafricanas” e que odeiam homens e maquiagem – começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.
Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade. "

3#Documental
- A Guerra não Tem Rosto de Mulher ( Publicado pela Cia das Letras )

"A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente. É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Aleksiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte."

4#Classico
- O Teto Todo Seu ( Publicado pela Editora Tordesilhas )

"Baseado em palestras proferidas por Virginia Woolf nas faculdades de Newham e Girton em 1928, o ensaio Um teto todo seu é uma reflexão acerca das condições sociais da mulher e a sua influência na produção literária feminina. A escritora pontua em que medida a posição que a mulher ocupa na sociedade acarreta dificuldades para a expressão livre de seu pensamento, para que essa expressão seja transformada em uma escrita sem sujeição e, finalmente, para que essa escrita seja recebida com consideração, em vez da indiferença comumente reservada à escrita feminina na época. Esta edição traz, além do ensaio, uma seleção de trechos dos diários de Virginia, uma cronologia da vida e da obra da autora e um posfácio escrito pela crítica literária e colaboradora da Folha de S. Paulo Noemi Jaffe."

5#Nacional

- Extraordinárias - Mulheres que revolucionaram o Brasil (Publicado pela Editora Seguinte )

"Dandara foi uma guerreira negra fundamental para o Quilombo dos Palmares. Bertha Lutz foi a maior representante do movimento sufragista no Brasil. Maria da Penha ficou paraplégica e por pouco não perdeu a vida, mas sua luta resultou na principal lei contra a violência doméstica do país. Essas e muitas outras brasileiras impactaram a nossa história e, indiretamente, a nossa vida, mas raramente aparecem nos livros. Este volume, resultado de uma extensa pesquisa, chega para trazer o reconhecimento que elas merecem. Aqui, você vai encontrar perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhecer os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras. O que todas essas mulheres têm em comum? A força extraordinária para lutar por seus ideais e transformar o Brasil."



 Gostou do TopFive Literário Dessa Semana? sabemos que falta o mundo de livros que faltou entra na lista, mas Eu (OLeitorBurgues) fez de tudo para ficar mais diversificado possível. Comenta os livros que deveriam entrar na lista. Façam indicam livros!!!!  






 O Leitor Burguês
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Assassin’s Creed: Submundo (resenha sem citações do Livro)



Poster incial do jogo 

Sobre o livro
Título Original: Assassin’s Creed – Underworld
Autora: Oliver Bowden
Páginas: 364
Tradução: Ana Carolina Mesquita
Editora: Galera 


   


O tilintar das máquinas se confundem com o som de suas Kukris em combate. Eles se fundem às sombras, trabalham para livrar o mundo a ameaça Templária, sempre buscando a joia do Éden. Com rapidez e destreza seus inimigos pendem pelas suas laminas retrateis. Quando veem seus rostos já será tarde para pedir socorro...
No auge da revolução industrial, Londres é palco de uma verdadeira caçada. O ano é 1862, as maquinas estão trabalhando a todo vapor, as pessoas vivem sob a miséria e o abuso de seus líderes. Ethan Frey é uma espécie de assassino Mor de Londres, a ele é dado a missão de treinar um jovem indiano de nome Jayadeep Mir.
   Muito talentoso, o Mir pai reconhece no filho um grande potencial para ingressar no Credo dos Assassinos. Pediu ao seu amigo britânico que treine seu filho para a primeira missão – aquela que o colocará para a ordem assassina. Ethan também ver as habilidades de Jayadeep Mir e muitas vezes as descrevem como uma coisa sobrenatural – tempos depois o discípulo se tornaria o Fantasma.
   Quando o treinamento termina, a missão começa. O seu objetivo é matar um representante templário que estava na índia para firmar alianças. Agora começam os trabalhos, as etapas: primeiro o reconhecimento do alvo, sua rotina e seus hábitos; segundo, o reconhecimento de campo; por último e terceiro, por em pratica aquilo que lhe fora ensinado. Porem quando tudo está par terminar Jayadeep Mir surpreende a todos – seu mestre, sua família, sua Irmandade e a si. Ele teria que sumir para não morrer. Então seu mestre inglês o exila em Londres. Vendo ali uma oportunidade de redenção para o discípulo, Ethan o coloca em uma missão.
   Enquanto na índia o jovem indiano era desonrado da pior maneira possível, na fumacenta capital londrina, um corpo era achado em uma estrada. Aquilo foi a bala que faria tudo mudar. Ethan investigava a construção de uma estrada patrocinada pelos templários, umas escavações muito suspeitas atraíram sua atenção. Aqui somos apresentado a um jovem indiano que vieram para Londres em busca de redenção, Henry Green.
   Henry será os olhos de Ethan, trabalhando na construção da primeira ferrovia subterrânea como operário. Os seus senhores o promove para ser uma espécie de supervisor da obra, aquilo o colocaria mais próximo de seu objetivo, Starick Crawford – o grand mestres templário.
   Depois muito tempo, paciência e trabalho árduo de Henry Green, estava firmado o primeiro conflito entre os Templários e os Assassinos. Algumas coisas acontecem e um personagem morre. Henry Green desapareci nos esgoto fétidos da capital inglesa. Prometendo vingança e sendo conhecido pelo codinome de Fantasma, inicia-se uma nova parte da história.
   Fantasma se ver na tarefa de ensinar os Gêmeos, Jacob e Evie Frye. Os filhos do senhor Assassino inglês. Os gêmeos tem temperamentos diferentes – enquanto Jacob é um hooligan que quer montar sua própria gangue para derrotar os Templarios; Evie é a verdadeira assassina: fria e calculista.
   Agora o Discípulo se tornará mestres e seus pupilos terão a tarefa de ajudar Londres e a Rainha – que na época era a Vitoria - se livrar da ameaça opressora dos Templarios.
   O livro é como uma locomotiva: rápida, feroz e suja. Ele te sugará para as fabricas de tecido e carvão e te mostrará como as coisas eram feitas na época da Revolução Industrial.
   A saga Assassin’s Creed sempre se baseiam em eventos e personagens reais para contar como a história do mundo – e dos Assassinos – foi feita. Sempre recomendo para aqueles que querem saber de eventos históricos a lerem os livros da saga.

    Sobre o livro x Game

Os Irmãos Frye - Protagonistas do jogo
(lembrete: games e os trailers são para maiores de 18 anos)
       Quero dizer que eu joguei o game e é simplesmente incrível, ele é o mais modernos da saga dos    Assassinos. Foca mais nos Gêmeos Frye e você pode jogar com os dois – tanto Jacob quanto Evie. Já o livro é mais focado no Jayadeep Mir e sua trajetória até chegar aos Gêmeos. O game tem gráficos incríveis e o mapa é enorme – é toda a Londres, dividas em distritos e bairros - o que ajudou, creio eu, a compor a ambientação do livro.
   Foram lançadas versões do jogo para várias plataformas de vídeos games, e, no total, a franquia ultrapassou a marca de 73 milhões de copias vendidas, determinando assim o seu enorme sucesso.
   O game é distribuindo pela #Ubisoft, o livro pela #editoragalerahttps://www.youtube.com/watch?v=WTBbwgsyxvg (trailer Do jogo, Jacob)
https://www.youtube.com/watch?v=bJjzJffAVQU (trailer do jogo, 

 
   Sobre o autor

   
Oliver Bowden é o pseudônimo de um aclamado escritor e historiador da Renascença que atualmente vive em Paris. Assassin’s Creed – Submundo é mais uma excelente novelização da bem-sucedida franquia de jogos action-adventure Assassin’s Creed, da empresa francesa #Ubsoft.












O Leitor Burguês
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Universo Marvel nos Cinemas

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Olá Janeleiros e Janeleiras! Hoje nós vamos atualizar você de tudo o que já foi lançado no universo cinematográfico da Marvel. Em breve será lançado o filme do Pantera Negra e outros logo mais na sequência. Antes que a lista se prolongue ainda mais... vejamos aí o que já foi lançado até aqui!

O Universo Marvel está sendo dividido em três fases até aqui, sendo que a terceira fase já começa a declinar para o seu fim. Vamos aos filmes:
Seguindo a ordem de LANÇAMENTO:

Conhecida como a FASE 1 do Universo, ela serviu para introduzir os primeiros heróis até encerrar com a união da maior equipe da Marvel. 

Homem de Ferro (2008)
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A aposta inicial do estúdios Marvel com um herói importante nos quadrinhos, mas que não tem um carisma muito grande, pelo menos antes desse filme. Tony Stark ganhou notoriedade após ser interpretado por Robert Downey Jr. Alías, nem dá pra saber quem é Tony quem é Robert.  


O Íncrível Hulk (2008)
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Lançado no mesmo ano, o filme solo do incrível Hulk não rendeu essas coisas todas, o filme se passa inicialmente no Brasil, onde Bruce Banner está se refugiando, sinceramente, a única coisa que salva no filme é a aparição de Tony Stark falando sobre a iniciativa Vingadores.

Homem de Ferro 2 (2010)
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Com a revelação de que o prório Tony é o Homem de Ferro, ele tenta conciliar a vida de herói e empresário, mas isso não dá pra fazer! Tony passa a administração das Indústrias Stark para Pepper. O reator causa danos em seu corpo. A luta contra o reator e contra um vilão razoável, compõem a trama do filme.

Thor (2011)
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A introdução do deuys do trovão aos cinemas foi um tanto quanto simples. Poderia ter sido muito melhor trabalhada a história do deus nórdico ao invés de focar no romancezinho medíocre que perdura até no segundo filme. O amor de Thor pela Terra se resume particularmente a uma mulher. Se ela, quem sabe, resolver mudar de planeta, lascou pra nós!

Capitão América o primeiro vingador (2011)
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O primeiro Vingador surge magrinho e sem muita expressividade na trama até o momento em que ele recebe o soro do super soldado para combater na guerra. Um final já previsível para quem conhece a história do herói.

Vingadores (2012)
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Um marco na história do cinema, a junção da maior equipe de heróis nas telonas. (Coisa que DC não fez e pelo visto não fará melhor). Vingadores além de unir os heróis mais poderosos da Terra, serve para introduzir um novo Hulk muito bem interpretado por Mark Ruffalo. O vilão, como é de costume da Marvel, não foi lá essas coisas todas. No caso Loki teve a má sorte de ser o vilão dessa vez.

FASE 2

Agora na chamada FASE 2, percebemos uma reinvenção dos próprios heróis. Começando pelo primeiro filme dessa nova fase, cada integrante agora precisa não só defender seus ideais, mas pensar no todo.

Homem de Ferro 3 (2013)
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Com uma crise existencial e uma depressão nítida. Tony Stark tem que se reinventar. Não só inventar novas armaduras e funções de armamentos para seu brinquedo. Depois da batalha contra os alienígenas trazidos à Terra por Loki, Stark percebe a sua inferioridade diante do universo. Além disso, um vilão sua casa e quase mata sua amada! Nesse filme que não foi tão bom quanto deveria, vemos aqui um Tony apertado até o limite. E mais uma vez, dona Marvel vacila na construção do vilão.

Thor O mundo sombrio 2013
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Uma das joias do infinito é apresentada e consegue deixar Thor um pouco mais em destaque nesse universo. O próprio ator que interpreta o deus nórdico pensou em encerrar o contrato e não fazer mais parte disso, já que o personagem mostrava uma certa mediocridade comparado ao que poderia ser aproveitado.

Capitão América - O soldado invernal (2014)
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Capitão América está agora lutando até contra SHIELD para seguir com o plano. Como sempre, o patriotismo forte do capitão o leva a fazer coisas inimagináveis para cumprir com a missão. Contando com a ajuda da Viúva Negra (Alias, mais que uma ajuda). Com a introdução de seu amigo desaparecido na trama, agora transformado no Soldado Invernal, Steve precisa de Natasha para seguir em frente e trazer seu amigo de volta a sanidade!

Guardiões da Galáxia (2014)
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Depois de uma sequência de filmes tensos, chega aos cinemas o primeiro tiro no escuro da Marvel (se é que foi o primeiro). Guardiões da Galáxia que já não tinha tanta expressividade nos quadrinhos ganhou um filmão da P@#$%. Trazendo nas costas a responsabilidade de introduzir o universo cósmico da Marvel e consigo trazendo o maior vilão, Thanos, Guardiões da Galáxia cumpre com seu dever muito bem e obrigado! Além de se tornarem os queridinhos desse universo.

Vingadores Era de Utron (2015)
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Como sempre, dona Marvel não tem uma mão muito boa para desenvolver vilões. Mas Utron chega bem perto daquilo que desejamos como vilão para enfrentar nossos heróis tão queridos. Com a introdução de Mercúrio e Feiticeira Escarlate e um romance pra lá de inútil entre Hulk e Viúva Negra, utron surge a partir de um projeto de Stark para proteger a Terra com uma inteligência artificial. Aí já viu a meleca que vai dar. O filme serve para introduzir não só os irmãos mutantes, filhos do Magneto (servindo aí de gancho para a introdução dos X Men), Utron busca um metal chamado Vibranium, encontrado somente em Wakanda. Terra do Pantera Negra.

Homem formiga (2015)
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Depois do tiro certeiro de Guardiões da Galáxia foi a vez de mais um herói sem muita expressividade no universo Marvel entrar em ação nas telonas. Homem Formiga conquistou a galera e combateu não só o vilão (como sempre né, fraco!), mas também o passado de criminoso. Hank Pim o primeiro Homem Formiga aparece na trama do filme para ajudar o novo dono do traje. Dos heróis já apresentados, Falcão também aparece no filme, tentando impedir o Homem Formiga de invadir uma base dos Vingadores. Esse encontro lá na frente servirá para alguma coisa.

FASE 3

Capitão América Guerra Civil (2016)
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Particularmente eu achei que esse filme foi muito cedo. Outras pessoas me disseram que esse filme foi feito com medinho. O que me fez achar que esse filme foi muito cedo, foi o espaço de tempo em apresentar um vilão gigantesco como Thanos e Guerra Civil acabou sem uma real consequência e serviu só para vender material promocional. O filme também foi feito às pressas para introduzir o Homem-Aranha no Universo dos Vingadores, sendo que nos quadrinhos o cabeça de teia nem faz tanta questão de fazer parte da equipe. Com a lei de registro dos heróis, Tony e Steve se dividem e consequentemente dividem a equipe num conflito... Homem de Ferro recruta Peter Parker e Steve Rogers, com a ajuda do Falcão, recruta o Homem Formiga (não te disse que esse encontro serviria para alguma coisa?!)

Doutor Estranho (2016)
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Um filme com grandes efeitos especiais e sem muita piada como é de costume nos filmes do Universo Marvel. O que se vê aqui, às vezes, são umas piadinhas fora de hora, o que não é comum para a figura do Dr Strange. O filme ficou sem muita riqueza de detalhes juntamente para introduzir um personagem muito forte à um público que provavelmente nunca ouviu falar do Mago Supremo!

Guardiões da Galáxia 2 (2017)
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O pai de nosso protagonista nucna tinha sido revelado, até então nada de profundo do passado dos heróis havia sido revelado. O filme explora muito bem o poder de EGO, o planeta vivo e também introduz um gancho gigantesco. A introdução dos SOBERANOS! Uma galera dourada responsável por criar Adam. Isso mesmo, o Adão da Marvel. Se você não sabe quem é esse rapaz. Aguarde.

Homem Aranha de volta ao Lar (2017)
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Sinceramente, eu estou esperando minha ansiedade passar para realmente assistir a esse filme. A Marvel em parceria com a Sony trabalhou para desenvolver esse novo Homem-Aranha já que os dois filmes anteriores do Espetacular (que não tem nada de espetacular) foram bem fracos. Esse também não foi esse OH MY GOD todo! Segundo a crítica, o filme é um tanto quanto OKAY! Sem mais informações, até que eu assista ele sem muita expectativa.

Thor Ragnarok (2017)
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Esse sim era o filme do Thor que estávamos esperando. Não que a gente esperasse um Thor comediante como aparece aqui, mas um filme decidido. Ou você define logo a cara do deus nórdico ou você define alguma coisa, porque ficar naquela de querer humanizar um deus ou Thor ficar naquela dúvida disso e daquilo .... ah mano! O filme trouxe um novo ânimo para o personagem e até mesmo para o ator, que, segundo ele, deu um novo ar para continuar até por amis uns anos como Thor! Agora o que esperávamos acontecer e Marvel literalmente destroçou nossas expectativas e o personagem, Hulk super mal aproveitado no filme. O que acabou matando a possibilidade de um filme solo do verdão com base nas HQs do Planeta Hulk, já que ele cai em Sakaar.

Até então o Universo Mavel tem esses filmes já lançados. Essa resenha foi produzida pouco antes do lançamento de Pantera Negra. Ainda virão por aí Vingadores Guerra Infinita e Capitã Marvel. Ainda outros filmes produzidos por outras empresas como Venon e Novos Mutantes que não entram nesse universo para foram citados aqui para que você fique por dentro.



Sr Stark. 

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Resenha/Critica Literaria - JC


   Sobre o livro

   Título Original: Ninguém nasce herói
   Autora: Eric Novello
   Páginas: 380
   Editora: Seguinte

   O Brasil já não é um país acolhedor e sorridente, hoje o país verde e amarelo olha para baixo com medo. O que um dia foi pais era colorido e étnico, mas hoje olha por cima dos ombros com medo de estar sendo perseguido por algum maníaco. Hoje existe um pais fundamentalista que não tolera minorias – gays, lésbicas, transexuais, travestis, negros, praticantes de outras religiões que não cristã.
E tudo isso piorou quando a população elegeu para presidente um político com nome de “Escolhido”, um homem que mergulhou o Brasil numa república de ódio e opressão.
Capa Do Livro
“O Brasil começou a se tornar um país fundamentalista muito antes do Escolhido se candidatar à presidência. Quando ele era apenas um deputado bagunceiro a Comissão de Direitos Humanos, todo mundo falou: ‘Uma hora esse cara desaparece’. Quando ele assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, todo mundo falou: ‘Exposto dessa maneira, logo ele será investigado e desaparece’. Quando ele comandou a votação para acabar com os antigos direitos trabalhistas, todo mundo disse: ‘Nem o partido dele vai apoiar isso, logo ele some, desaparece’. Quando impôs o Estatuto da Família, todo mundo falou: ‘Isso é só para aparecer, logo ele desaparece’. E assim, servindo aos propósitos daqueles que o financiavam, ele se tornou presidente.”
   Na cinzenta São Paulo, acompanhamos Chuvisco, um jovem recém formado que começou a carreira de tradutor. Chuvisco age a margem da lei entrando juntos de dois amigos livros de conteúdo fictícios underground – vampiros, lobisomens, pessoas com poderes paranormais. Toda vez que ele consegue distribuir um livro é uma pequena vitória.

   Considerado com o dia ganho Chuvisco se encontra com o seu grupo de amigos bem diversos – LGBTTQ, negros e praticantes de outros dogmas não cristãos. O autor abre espaço para outros personagens importantes que compõe o principal – tem o doutor Charles (falaremos dele no próximo parágrafo), Cael – aspirante a ator e Amanda, irmã de Cael e confidente de Chuvisco.
   Desde criança, Chuvisco sofre com o problema de catarses criativas. Seu cérebro cria coisas que pode não existir – como poderes de super-força, agilidade, objetos inanimados ganham vida. Então seus pais o levam a um psicanalista, o doutor Charles ou professor X. Digamos que esse personagem é muito importante para Chuvisco, pois é ele que ajudará o protagonista “domar” as catarses e a moldar seu caráter heroico.  O professor X ganha esse nome graça a paixão que Chuvisco tinha por X-men. O psicanalista propõe que o seu paciente ganhe um nome super, e no final acabou sendo esse mesmo.
“Minha imaginação foi rebelde desde que me conheço por gente. Bonecos de pelúcia que se arrastavam pelo chão, olhos pendurados em fiapos e feltro, e escalavam minha cama como zumbis. Tudo isso fazia parte do meu dia a dia.”
   Depois de uma noite com os amigos, Chuvisco resolve sair do pub e caminhar até em casa. Dalí alguns quarteirões avista uma cena que mudará a história do protagonista – ele avista um grupo da Guarda-Branca (grupo que se intitulam justiceiros e defensores dos bons costumes) agredindo um rapaz homossexual. Chuvisco vendo que as agressões só parariam com a morte daquele rapaz, resolve partir para briga com os “justiceiros”. Nesse momento o leitor é levado para dentro de uma realidade paralela, onde o protagonista usa seus superpoderes para livrar a vida do agredido que no momento estava semiconsciente e a própria vida – pois a Guarda-Branca desenhou um alvo grande com cor de sangue em Chuvisco.  
   Chuvisco ganha uma armadura a lá homem-de-ferro, com direito a inteligência artificial e tudo. Dando um show de ataques e contra-ataques, o protagonista parece prevalecer perante seus algozes, porem isso tudo está acontecendo na realidade paralela, numa mente criadora de catarses. Ele de fato prevaleceu diante daquele grupo da Guarda-branca, mas depois o leitor ver o estrago que eles fizeram no protagonista.
Santa Morte por Nela Dunato
   Já no hospital, os amigos de Chuvisco ainda estão impressionados que sozinho ele deu conta de cinco membros da Guarda-Branca e saiu vivo. É nesse hospital que o protagonista se encontra com a figura etérea chamada de “la Muerte” (quando os ataques contra as minorias começaram, alguns insurgentes criaram uma facção para combater essa opressão. “Santa Muerte”, tem o objetivo denunciar os ataques que a população sofre por meio de vídeos gravados e upados na internet. Tida por muitos como simples lenda urbana, “la Muerte” aconselha Chuvisco de que não confie em ninguém, alguns médicos podem lhe entrega para a Guarda-Branca).
   O grupo da Guarda-Branca que quase mata Junior e Chuvisco, são encontrados mortos poucos dias depois e descobriu-se que eles eram iniciantes na seita. A prova de iniciação era matar o LGBT.
   A partir daí começa uma verdadeira corrida pela sobrevivência de Chuvisco, pois a Guarda-Branca está no seu encalço e Chuvisco que procurava pelo garoto que tinha salvado e sumiu. As buscas do herói levaram a onde ele queria está – perto de “Santa Muerte”.
   As coisas desandam e tudo acaba de maneira catastrófica!
   A escrita de Eric Novello é simples, rica e imersiva. A toda hora eu me perguntava se o que estava acontecendo estava acontecendo de fato ou era uma catarse do protagonista. Até que um dos amigos de Chuvisco chegava a falar que era real, a situação de fato estava acontecendo. Pensando agora esse foi o que mais me prendeu ao livro - as catarses de Chuvisco.
   Pessoalmente a história de Chuvisco é real (você conhece uma pessoa que já sofreu por ser quem era? Eu conheço e é LGBT). Pois o protagonista não tem qualquer poder especial, não é alguém que tenha tido grandes conquista na vida, é uma pessoa normal – isso vale a história, para mim.
   Novello aproveitou o Time certo para lançar o livro. Eu não sei há quanto tempo foi escrito, mas a sua publicação veio em tempos em que se falar muito em literatura especulativa – como Margeret Atwood. O livro “Ninguém Nasce Herói” pode ser além de uma distopia Young/Adult, pode ser facilmente colocar na estante de literatura especulativa.

   Sobre o autor

Eric Novello é escritor, tradutor e roteirista com formação no Instituto Brasileiro de Audiovisual. Nesceu no Rio de Janeiro em 1978 e mora em São Paulo desde 2007. É autor de Exorcismo, amores, e uma dose de blues (Gutemberg, 2014), A sombra no sol (Draco, 2012), Neon Azul (Draco, 2010), e Historias de noite carioca (Lamparina,2004).














O Leitor Burguês

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