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Hibisco roxo - Chimamanda Ngozi Adichie

Sobre o Livro

Titulo original: Purple Hibiscus 

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie

Paginas: 324

Editora: Companhia das Letras

Tradutora: Julia Romeu


    Em “Hibisco roxo”, Kambili faz parte de uma família rica, por causa de seu pai, Eugene, ser dono de uma fábrica de produtos alimentícios, um jornal influente e um político importante. Eugene atribui o seu sucesso e sua riqueza ao deus cristão, isso faz com que ele ao longo do tempo se torne casa vez mais fervoroso e opressor para sua esposa e filhos.  
    Chimamanda nessa parte faz uma crítica ao capitalismo cristão, pois Eugene usa de sua força física para punir a família. E tudo começa quando o seu filho mais novo, Jaja, não se recusa a receber a comunhão na igreja. Tal ato impensável para o chefe de família o deixou tão furioso que o mesmo quase mata a própria esposa e a filha.
    Aqui vai um pouco história: a Inglaterra colonizou a África no século XIX, mas o continente africano só conseguiu sua independência em 1960. No romance, os personagens cristãos são brancos e tem nomes europeus. Também Eugene é descrito como forte, alto, viril, rico e imponente – essa figura representa a colonização cristã, como a autora representa no personagem uma “nova religião”; e o avô de Kamibili, Papa-Nnukwu, por ser um personagem velho já no limite da vida e que ainda acredita nos deuses africanos representa a fé de um povo calejado.
    A tia leva os sobrinhos se aproximarem do avô tido pelo pai um pecador por não acreditar nos preceitos cristãos. Kambili ver aquele senhor quase no final da vida e muitas vezes sente inveja pela paz que o ancião transparece, sua harmonia deixa a adolescente tranquila e o seu amor pela vida contagia os sobrinhos. (Papa-Nnukwu é o meu personagem favorito)
    No romance o clima ameniza com a chegada de Ifeoma, irmã mais velha de Eugene. Quando o governo começa a investigar meios de comunicação para evitar um possível boicote ao seu presidente – tão opressor quanto o pai de Kambili -, o chefe da família não ver outra opção para os filhos senão os deixar com a irmã caçula. Depois de muita insistência de Ifeoma para livrar os sobrinhos das agressões de Eugene, Kambili e Jaja vão passar o natal com a tia e os primos.
    Vale ressaltar que Ifeoma é uma mulher de meia de idade, mãe solteira de três filhos e professora da universidade. Apesar de também ser cristã, ela é mais tolerante que o irmão mais velho. Por isso ela mantem um ótimo relacionamento com o pai, Papa-Nnukwu, e tem seus altos e baixos com o irmão mais velho.
    A história alcançar outro tom quando os primos recém-chegados na casa da tia percebem o clima de liberdade e segurança. Isso faz com que Jaja se rebele contra o seu pai e sua opressão. Mas ainda na pele de Kambili, vemos sua primeira paixão – um jovem padre, Amadi. O leitor ver o olhar sensível de uma adolescente que quase não fala por medo, quando encontra sua primeira paixão.  
    O amor de Kambili a mantem sã, e de uma jovem apagada pela opressão do pai passa a ser uma adolescente ativa e destemida. A protagonista, quando se apaixona, questiona-se a realidade em que vive – a repressão causada em uma casa grande, com empregados e coisas caras; e o lar de um apartamento quente cheio de gente sorrindo e gritando umas com as outras.
    Veja, o amor de Kambili não é levando as vias de fato, porem é vivenciado pela plenitude de um olhar juvenil – amor à primeira vista. Por conta de sua sanidade, a protagonista se ver na incumbência de amadurecer e sustentar a família, pois todos os membros foram destruídos pela fé intolerante de Eugene.
    Um breve adendo: os ambientes descritos por Chimamanda no livro são muito característicos de locais tropicais ou subtropicais. O leitor brasileiro irá se identificar fácil com a ambientação e isso irá contribuir com uma maior imersão na leitura.
    Trata-se de uma obra profunda de alto conhecimento, violência e descobertas. Quando Chimamanda separa dois universos no romance, o leitor passa a ver, sob o olhar intimista de uma adolescente, a opressão existente em casa e na rua. Os efeitos de uma colonização branca cristã marca na pele cicatrizes que as vezes o tempo não toma conta de levar consigo. A percepção do primeiro amor e o amadurecimento do corpo e sobretudo mente.
    Esse livro foi o segundo lido, tendo sido o primeiro “Americanah” (ainda meu preferido).


Sobre a autora (tirada do livro) 


    Chimamanda Ngoze Adichie nasceu em Enugu, na Nigeria, em 1977. Sua Obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeros periodicos, como as revistas New Yorker e Granta. Além de Meio sol amarelo (2008) - vencedor do Orange Prize e adaptado ao cinema em 2013 -, é autora também dos romances Hibisco roxo (2011) e Americanah (2014) - best-seller vencedor do National Book Critics Circle Awards - e da coleção de contos No seu Pescoço (2017), bem como dos ensaios Sejamos Todos Feministas (2015) e para educar crianças feministas (2017), todos publicados no Brasil pela Cia. das letras.


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Assassin’s Creed: Submundo (resenha sem citações do Livro)



Poster incial do jogo 

Sobre o livro
Título Original: Assassin’s Creed – Underworld
Autora: Oliver Bowden
Páginas: 364
Tradução: Ana Carolina Mesquita
Editora: Galera 


   


O tilintar das máquinas se confundem com o som de suas Kukris em combate. Eles se fundem às sombras, trabalham para livrar o mundo a ameaça Templária, sempre buscando a joia do Éden. Com rapidez e destreza seus inimigos pendem pelas suas laminas retrateis. Quando veem seus rostos já será tarde para pedir socorro...
No auge da revolução industrial, Londres é palco de uma verdadeira caçada. O ano é 1862, as maquinas estão trabalhando a todo vapor, as pessoas vivem sob a miséria e o abuso de seus líderes. Ethan Frey é uma espécie de assassino Mor de Londres, a ele é dado a missão de treinar um jovem indiano de nome Jayadeep Mir.
   Muito talentoso, o Mir pai reconhece no filho um grande potencial para ingressar no Credo dos Assassinos. Pediu ao seu amigo britânico que treine seu filho para a primeira missão – aquela que o colocará para a ordem assassina. Ethan também ver as habilidades de Jayadeep Mir e muitas vezes as descrevem como uma coisa sobrenatural – tempos depois o discípulo se tornaria o Fantasma.
   Quando o treinamento termina, a missão começa. O seu objetivo é matar um representante templário que estava na índia para firmar alianças. Agora começam os trabalhos, as etapas: primeiro o reconhecimento do alvo, sua rotina e seus hábitos; segundo, o reconhecimento de campo; por último e terceiro, por em pratica aquilo que lhe fora ensinado. Porem quando tudo está par terminar Jayadeep Mir surpreende a todos – seu mestre, sua família, sua Irmandade e a si. Ele teria que sumir para não morrer. Então seu mestre inglês o exila em Londres. Vendo ali uma oportunidade de redenção para o discípulo, Ethan o coloca em uma missão.
   Enquanto na índia o jovem indiano era desonrado da pior maneira possível, na fumacenta capital londrina, um corpo era achado em uma estrada. Aquilo foi a bala que faria tudo mudar. Ethan investigava a construção de uma estrada patrocinada pelos templários, umas escavações muito suspeitas atraíram sua atenção. Aqui somos apresentado a um jovem indiano que vieram para Londres em busca de redenção, Henry Green.
   Henry será os olhos de Ethan, trabalhando na construção da primeira ferrovia subterrânea como operário. Os seus senhores o promove para ser uma espécie de supervisor da obra, aquilo o colocaria mais próximo de seu objetivo, Starick Crawford – o grand mestres templário.
   Depois muito tempo, paciência e trabalho árduo de Henry Green, estava firmado o primeiro conflito entre os Templários e os Assassinos. Algumas coisas acontecem e um personagem morre. Henry Green desapareci nos esgoto fétidos da capital inglesa. Prometendo vingança e sendo conhecido pelo codinome de Fantasma, inicia-se uma nova parte da história.
   Fantasma se ver na tarefa de ensinar os Gêmeos, Jacob e Evie Frye. Os filhos do senhor Assassino inglês. Os gêmeos tem temperamentos diferentes – enquanto Jacob é um hooligan que quer montar sua própria gangue para derrotar os Templarios; Evie é a verdadeira assassina: fria e calculista.
   Agora o Discípulo se tornará mestres e seus pupilos terão a tarefa de ajudar Londres e a Rainha – que na época era a Vitoria - se livrar da ameaça opressora dos Templarios.
   O livro é como uma locomotiva: rápida, feroz e suja. Ele te sugará para as fabricas de tecido e carvão e te mostrará como as coisas eram feitas na época da Revolução Industrial.
   A saga Assassin’s Creed sempre se baseiam em eventos e personagens reais para contar como a história do mundo – e dos Assassinos – foi feita. Sempre recomendo para aqueles que querem saber de eventos históricos a lerem os livros da saga.

    Sobre o livro x Game

Os Irmãos Frye - Protagonistas do jogo
(lembrete: games e os trailers são para maiores de 18 anos)
       Quero dizer que eu joguei o game e é simplesmente incrível, ele é o mais modernos da saga dos    Assassinos. Foca mais nos Gêmeos Frye e você pode jogar com os dois – tanto Jacob quanto Evie. Já o livro é mais focado no Jayadeep Mir e sua trajetória até chegar aos Gêmeos. O game tem gráficos incríveis e o mapa é enorme – é toda a Londres, dividas em distritos e bairros - o que ajudou, creio eu, a compor a ambientação do livro.
   Foram lançadas versões do jogo para várias plataformas de vídeos games, e, no total, a franquia ultrapassou a marca de 73 milhões de copias vendidas, determinando assim o seu enorme sucesso.
   O game é distribuindo pela #Ubisoft, o livro pela #editoragalerahttps://www.youtube.com/watch?v=WTBbwgsyxvg (trailer Do jogo, Jacob)
https://www.youtube.com/watch?v=bJjzJffAVQU (trailer do jogo, 

 
   Sobre o autor

   
Oliver Bowden é o pseudônimo de um aclamado escritor e historiador da Renascença que atualmente vive em Paris. Assassin’s Creed – Submundo é mais uma excelente novelização da bem-sucedida franquia de jogos action-adventure Assassin’s Creed, da empresa francesa #Ubsoft.












O Leitor Burguês
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Resenha/Critica Literaria - JC


   Sobre o livro

   Título Original: Ninguém nasce herói
   Autora: Eric Novello
   Páginas: 380
   Editora: Seguinte

   O Brasil já não é um país acolhedor e sorridente, hoje o país verde e amarelo olha para baixo com medo. O que um dia foi pais era colorido e étnico, mas hoje olha por cima dos ombros com medo de estar sendo perseguido por algum maníaco. Hoje existe um pais fundamentalista que não tolera minorias – gays, lésbicas, transexuais, travestis, negros, praticantes de outras religiões que não cristã.
E tudo isso piorou quando a população elegeu para presidente um político com nome de “Escolhido”, um homem que mergulhou o Brasil numa república de ódio e opressão.
Capa Do Livro
“O Brasil começou a se tornar um país fundamentalista muito antes do Escolhido se candidatar à presidência. Quando ele era apenas um deputado bagunceiro a Comissão de Direitos Humanos, todo mundo falou: ‘Uma hora esse cara desaparece’. Quando ele assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, todo mundo falou: ‘Exposto dessa maneira, logo ele será investigado e desaparece’. Quando ele comandou a votação para acabar com os antigos direitos trabalhistas, todo mundo disse: ‘Nem o partido dele vai apoiar isso, logo ele some, desaparece’. Quando impôs o Estatuto da Família, todo mundo falou: ‘Isso é só para aparecer, logo ele desaparece’. E assim, servindo aos propósitos daqueles que o financiavam, ele se tornou presidente.”
   Na cinzenta São Paulo, acompanhamos Chuvisco, um jovem recém formado que começou a carreira de tradutor. Chuvisco age a margem da lei entrando juntos de dois amigos livros de conteúdo fictícios underground – vampiros, lobisomens, pessoas com poderes paranormais. Toda vez que ele consegue distribuir um livro é uma pequena vitória.

   Considerado com o dia ganho Chuvisco se encontra com o seu grupo de amigos bem diversos – LGBTTQ, negros e praticantes de outros dogmas não cristãos. O autor abre espaço para outros personagens importantes que compõe o principal – tem o doutor Charles (falaremos dele no próximo parágrafo), Cael – aspirante a ator e Amanda, irmã de Cael e confidente de Chuvisco.
   Desde criança, Chuvisco sofre com o problema de catarses criativas. Seu cérebro cria coisas que pode não existir – como poderes de super-força, agilidade, objetos inanimados ganham vida. Então seus pais o levam a um psicanalista, o doutor Charles ou professor X. Digamos que esse personagem é muito importante para Chuvisco, pois é ele que ajudará o protagonista “domar” as catarses e a moldar seu caráter heroico.  O professor X ganha esse nome graça a paixão que Chuvisco tinha por X-men. O psicanalista propõe que o seu paciente ganhe um nome super, e no final acabou sendo esse mesmo.
“Minha imaginação foi rebelde desde que me conheço por gente. Bonecos de pelúcia que se arrastavam pelo chão, olhos pendurados em fiapos e feltro, e escalavam minha cama como zumbis. Tudo isso fazia parte do meu dia a dia.”
   Depois de uma noite com os amigos, Chuvisco resolve sair do pub e caminhar até em casa. Dalí alguns quarteirões avista uma cena que mudará a história do protagonista – ele avista um grupo da Guarda-Branca (grupo que se intitulam justiceiros e defensores dos bons costumes) agredindo um rapaz homossexual. Chuvisco vendo que as agressões só parariam com a morte daquele rapaz, resolve partir para briga com os “justiceiros”. Nesse momento o leitor é levado para dentro de uma realidade paralela, onde o protagonista usa seus superpoderes para livrar a vida do agredido que no momento estava semiconsciente e a própria vida – pois a Guarda-Branca desenhou um alvo grande com cor de sangue em Chuvisco.  
   Chuvisco ganha uma armadura a lá homem-de-ferro, com direito a inteligência artificial e tudo. Dando um show de ataques e contra-ataques, o protagonista parece prevalecer perante seus algozes, porem isso tudo está acontecendo na realidade paralela, numa mente criadora de catarses. Ele de fato prevaleceu diante daquele grupo da Guarda-branca, mas depois o leitor ver o estrago que eles fizeram no protagonista.
Santa Morte por Nela Dunato
   Já no hospital, os amigos de Chuvisco ainda estão impressionados que sozinho ele deu conta de cinco membros da Guarda-Branca e saiu vivo. É nesse hospital que o protagonista se encontra com a figura etérea chamada de “la Muerte” (quando os ataques contra as minorias começaram, alguns insurgentes criaram uma facção para combater essa opressão. “Santa Muerte”, tem o objetivo denunciar os ataques que a população sofre por meio de vídeos gravados e upados na internet. Tida por muitos como simples lenda urbana, “la Muerte” aconselha Chuvisco de que não confie em ninguém, alguns médicos podem lhe entrega para a Guarda-Branca).
   O grupo da Guarda-Branca que quase mata Junior e Chuvisco, são encontrados mortos poucos dias depois e descobriu-se que eles eram iniciantes na seita. A prova de iniciação era matar o LGBT.
   A partir daí começa uma verdadeira corrida pela sobrevivência de Chuvisco, pois a Guarda-Branca está no seu encalço e Chuvisco que procurava pelo garoto que tinha salvado e sumiu. As buscas do herói levaram a onde ele queria está – perto de “Santa Muerte”.
   As coisas desandam e tudo acaba de maneira catastrófica!
   A escrita de Eric Novello é simples, rica e imersiva. A toda hora eu me perguntava se o que estava acontecendo estava acontecendo de fato ou era uma catarse do protagonista. Até que um dos amigos de Chuvisco chegava a falar que era real, a situação de fato estava acontecendo. Pensando agora esse foi o que mais me prendeu ao livro - as catarses de Chuvisco.
   Pessoalmente a história de Chuvisco é real (você conhece uma pessoa que já sofreu por ser quem era? Eu conheço e é LGBT). Pois o protagonista não tem qualquer poder especial, não é alguém que tenha tido grandes conquista na vida, é uma pessoa normal – isso vale a história, para mim.
   Novello aproveitou o Time certo para lançar o livro. Eu não sei há quanto tempo foi escrito, mas a sua publicação veio em tempos em que se falar muito em literatura especulativa – como Margeret Atwood. O livro “Ninguém Nasce Herói” pode ser além de uma distopia Young/Adult, pode ser facilmente colocar na estante de literatura especulativa.

   Sobre o autor

Eric Novello é escritor, tradutor e roteirista com formação no Instituto Brasileiro de Audiovisual. Nesceu no Rio de Janeiro em 1978 e mora em São Paulo desde 2007. É autor de Exorcismo, amores, e uma dose de blues (Gutemberg, 2014), A sombra no sol (Draco, 2012), Neon Azul (Draco, 2010), e Historias de noite carioca (Lamparina,2004).














O Leitor Burguês

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TopFive: Stephen King




O que vem a sua mente quando você ouve o nome Stephen King? Escritor, contista, terror, ficção cientifica, it, o iluminado, Carrie? Você está certo. Stephen é o mais famoso escritor do gênero terror/ficção cientifica da sua geração.
Escrevendo para a faculdade onde estudava, pensou em escrever um romance de uma jovem com poderes telepáticos, porem abandou a ideia. Graças a sua esposa que resgatou o livro do lixo e o obrigou a terminar o romance. E foi assim que nasceu “Carrie – A estranha” – livro que colocou seu nome na literatura americana.
Todo mundo já ouviu falar ou já assistiu alguma coisa inspirada no autor. Nota-se que as novas edições dos livros vem com seu nome maior e mais colorido que o título do livro. Seu nome passou a ser uma marca, uma referência, porem com tantas títulos publicados, suas obras ainda são alvos de críticas – como em “Cristine – o carro assassino”, algumas pessoas criticam como sendo uma ideia boba. Se de um lado Stephen é criticado, do outro ele é ovacionado. De fato o autor tem uma gama de livros, contos e adaptados – filmes/series que saíram do papel e foram para grande tela, alguns dirigidos pelo próprio autor.
Enfim, o Janela Central é uma grande fã do gênero Terror e do Stephen e por isso nós preparamos um topfive de obras mais memoráveis do autor:

“Carrie, a estranha” ou só “Carrie”

Atrizes dos filmes
       Vamos começar pela primeira obra que King escreveu vindo ser publicada em 1974.

A história de uma menina no High School (nosso ensino médio) que sofria bullying por parte de alguns alunos e tinha poderes telepáticos.
Tanto no livro quantos nos adaptáveis, o seu poder não tem qualquer explicação. Ele simplesmente estava lá, nasceu com a menina. O interessante é que a história te envolve de maneiras até surpreendentes – quem não sofria Bullying na escola? E imaginava ter poderes para castigar os seus atormentadores?
Mas a história de Carrie conta com uma cena que tempos depois viraria uma das cenas mais pop do cinema e da literatura – o banho de sangue de porco no baile que foi rainha.


“O iluminado” ou “The Shining”

Poster do filme no Brasil // Capa do livro publicado pela Suma
Pode-se considerar uma história biográfica, pois king escreveu logo depois que sofreu com alcoolismo e outras drogas.
Publicado em 1977, conta a história de um aspirante a escritor que resolveu aceitar um emprego de zelador num hotel nas montanhas do Colorado. Após uma nevasca que deixa a família presa dentro do hotel, alguns eventos sobrenaturais atormentam a mente de Jack Torrance chegando ao ponto de por sua esposa e seu filho, Danny, em perigo.
Mas o porquê o iluminado? É ai que entra a veia sobrenatural de king, Dany o filho do casal possui um poder de ver o passado horrível do hotel.
Em 1980 o brilhante diretor Stanley Kubrick adaptou o livro para filme, pondo o ator Jack Nicholson assustadoramente no papel de protagonista. O filme ainda rende lucro até hoje e ainda arranca sustos dos que assistem. Tanto o filme quanto o livro possuem um ritmo pouco lendo, mas vale a pena.
 E conseguiu lançar mais uma cena icônica – quando a mulher de Jack tenta fugir o marido que está tentando matá-la. Ela se esconde no banheiro e ele arromba a porta com um machado.
Em 2008 a obra ganhou uma continuação, agora contada a partir do olhos de Dany. No brasil está como Doutor Sono, “Sleep Doctor”.

“It – a coisa” ou só “it”

Poster do filme lançado no anos 1990 e Poster do Remake
Do que você tem medo? De livros grossos? Do escuro? De lugares podres? De alienígenas? De aranhas? Ou palhaços?
Se você tem alguns desses medos – como eu tenho de palhaços -, provavelmente não lerá o livro “it”, pois além de se tratar de um livro grosso para Karalhos (mil e poucas páginas) trata-se também de medos. É recomendável que você assista o filme (tanto o original quanto o remake) com alguém mais corajoso que você – eu fiz isso!
A história centraliza-se em um grupo de quatro crianças estereotipadas que enfrentam um monstro centenário que se alimenta de medo. Ora chamado de Coisa, ora de Pennywise – o palhaço, o monstro, um metamorfo era responsável por pequenos incidentes na cidade.
Porque as crianças o enfrentaram? Por que não um adulto? Por algum motivo explicado na história, somente crianças podiam ver a Coisa, somente elas enxergavam que o mostro estava sempre presente no momento dos incidentes.
Nesse filme não tem cena icônica, mas tem personagem icônico – o próprio Pennywise com seu balão vermelho. – Pense num personagem que me deu cagaço!
 

“A Zona Morta” ou “The Dead Zone”

Capas das edições publicadas no Brasil
Se você tivesse o poder de prever e até mesmo evitar o futuro, você faria?
Bom, honestamente essa é a história que eu mais gostei de King, pois tem uma dose dramática muito grande por parte do protagonista.
Publicado em 1979, a “Zona Morta” conta a história de um professor chamado John “Johny” Smith que sofreu um acidente e ficou cinco anos em coma. Com o passar do tempo, Smith perdeu tudo que tinha – o emprego, a namorada e alguns familiares -; porem o acidente ativou a zona morta de seu cérebro fazendo com que veja o passado e o futuro de uma pessoa só em toca-la. Com esse dom ele começa a ajudar a polícia solucionando crimes – prendendo um assassino estuprador e outro criminosos.
Johny começa a ganhar notoriedade entre as autoridades e em um fatídico dia encontra um político chamado Greg Stilson. E com um simples aperto de mão, Johny ver o futuro do rapaz – Stilson se tornará presidente do EUA e será responsável por uma guerra nuclear apocalíptica. Então Johny se ver num dilema – matar o político e ajuda e evitar a catástrofe iminente ou deixa o futuro seguir seu curso devastador?
O livro foi adaptado em 1983, tendo direção de David Cronenberg e no elenco o Christopher Walker no papel de Johny.  Nesse filme o telespectador toma para si a angustia do protagonista e também se ver o dilema. 

“A Espera De Um Milagre” ou “The Green Mile”

Poster original do Filme
E se você fosse acusado de um crime que não cometeu? E se você tivesse o dom de curar as pessoas, você o esconderia, usaria para o seu próprio bem ou para o bem ao próximo?
Pensando bem, esse é a obra do Stephen king que mais destoa das outra acima. Pois pode-se dizer que se trata de um romance trágico. Daqueles que enchem os olhos de lagrimas no final.
Lançado em seis volumes inicialmente, no ano 1996, a obra conta as memorias e experiências de um chefe de guarda na Penitenciaria de Coldmoutain durante a grande depressão dos EUA. Paul Edgecombe, agora é idoso e busca em seu cérebro fatos e situações que o façam a voltar no tempo, no tempo em que conheceu um detendo no corredor da morte, John Coffey. John era um detento misterioso que chegou na penitenciaria em 1932, acusado de matar as irmãs gêmeas Deterrick.
Paul e John logo possuem uma afinidade. Aquele sabendo que esse tinha um dom magnifico e misterioso. O guarda ao perceber isso, debata-se sobre cumpri o dever e tirar a vida do detento ou o rapaz pode não ter sido autor tal crime barbado – será mesmo culpado ou está se sacrificando? Se está, porque? Por quem?
Em 1999 foi lançado o filme com Tom Hanks no papel de Paul e Michael Clarke Duncan como Coffey. Duncan foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por esse filme.
Os volumes (tradução livre)
The Two Dead Girls “As Duas Garotas Mortas” (28 de março de 1996)
The Mouse on the Mile “O Rato Na Milha” (25 de abril de 1996)
Coffey's Hands “As Mães de Coffey” (30 de maio de 1996)
The Bad Death of Eduard Delacroix “A Morte de Eduard Delacroix”(27 de junho de 1996)
Night Journey “Jornada Noturna” (25 de julho de 1996)
Coffey on the Mile “Coffey Na Milha” (29 de agosto de 1996)

E você, qual é o seu King favorito? Está entre os cinco? King é uma máquina de escrever e de ideias, todo ano sai pelo menos dois ou três livros de sua autoria - 2017 lançou belas adormecidas, com participação de Owen King. Também acabou de sair em cartas a adaptação do primeiro livro da série “A Torre Negra”, “o Pistoleiro”. 








O Leitor Burguês
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Pequenas Grandes Mentiras – Liane Moriarty

Titulo Original: Big Little Lies 
Autora: Liane Moriarty
Numero de Paginas: 400 
Tradutora: Adalgisa Campos da Silva

   Sobre o livro
Capa Do Livro
   Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre. Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?
   Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada.
   Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline.
   Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade.
   Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida.
   Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada.
   Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.

    Centralizada nas três mães, Moriarty volta seis meses antes da trágica noite onde aconteceu o a morte. Em um processo de contextualização, o leitor acabar conhecendo as personagens principais e as coadjuvantes. O talento da autora fica evidente no decorrer leitura. Suas personagens crescem ao longo do livro, dando ao leitor uma visão clara do que cada uma é o seu próprios demônio.
   O leitor pode ficar apreensivo em ver uma história onde há muitas personagens falantes, mas quando vai se aprofundado mais na vida de cada um, fica fácil identifica-los mesmo se não tivesse nomes.

Poster da Série
 Durante vezes eu era levado por um labirinto sem saída de informações contraditórias em depoimentos dado pelos próprios pais dos alunos da escola que estavam na festa – eu me pegava fazendo apostas de quem era o assassino e quem morreu. Minhas apostas mudavam de acordo com o capitulo. Os depoimentos dos personagens dão voz aos capítulos, pois como o livro é escrito em terceira pessoa os capítulos se alteram de acordo com as visões de mundo – tanto que todos são levados a depor, mas o leitor sente falta das três personagens contando sua versão da história. Por isso um dica: esteja atento as pequenas mentiras, as contradições e as omissões, que os personagens contam para si e para a detetive que investiga o caso.
   Podem ler tranquilos, podem fazer suas apostas – Moriarty é sublime, fará sua cabeça explodir com o plot (aconteceu comigo). O leitor jamais irá acertar quem matou e quem morreu!
   Mas por quer essa história está em evidência agora? Porque fala de temas considerados tabus para muitas gente. Violência doméstica, estupro, gravidez na adolescência e adultério. Mais uma vez Liane é incrível, pois aborda cada um dos temas em sua personagem com o intuito não só de choca o leitor, mas de conscientiza-lo, pois essas coisas existem e as pessoas que sofrem negam por medo ou por receio de alguma coisa.
   Com uma escrita despretensiosa Liane pode enganar a respeito do conteúdo do livro (a arte da capa ajuda). Liane segue à risca da receita de uma boa história de suspense/mistério – capítulos curtos, escrita fácil e personagens que falam demais – isso é o que confunde mais a cabeça do leitor -, vai revelando aos poucos o que acontece e acima disso tudo está uma camada de perfeição, tudo é tão perfeito, e basta uma peça de dominó cair que o resto vai ao chão.
   O livro acima de tudo fala sobre o poder feminino, como mulheres precisam de unir contra o abuso que sofrem mesmo dentro e fora de casa. Mostram que juntas são mais fortes!

   Das páginas para HBO

   O canal HBO exibiu no primeiro semestre de 2017 a série, mas meses antes foi lançado o trailer que já contava com um clima todo misterioso. Houveram alguns adaptações – obvio! -, mas nada que mudasse a essência da trama; por exemplo o sobrenome da Celeste no livro era White na série ficou Wright. E mudou-se também o local, pois na série se passa em alguma praia em Monterey (Califórnia) e no livro passa-se em uma península fictícia na Austrália.
   O elenco dispensa apresentações: Nicole Kidman (Celeste) – impressiona na pele da ex advogada que virou dona de casa; Reese Witherspoor (Madeline) – maravilhosa na pele da baixinha arretada e carismática; Shailene Woodley (Jane) – impacta na pele da mãe solteira que tenta criar o filho da melhor maneira possível; e também tem Luara Dern, Alexander Skarsgard, Zoey Kravitz e muitas outras estrelas.
   A série foi produzida pelas duas amigas e atrizes Nicole e Reese e só nos Estados Unidos arrecadou 2,1 milhões de espectadores na estreia.
  Nicole e Reese dizem que vai ter segunda temporada.
  Os prêmios
  Pequenas grande mentiras “passou o rodo” nos prêmios e quem foi indicado (ficando pau a pau com o conto da aia).
  Ganhou Emmys de melhor série limitada ou minissérie, melhor atriz de minissérie (Nicole); melhor ator coadjuvante em minissérie (Slexander Skarsgard); melhor Atriz coadjuvante em minissérie (Laura Dern); melhor direção em minissérie (Jean-Marc Valleé); e vários globos de ouro. O engraçado que a Nicole e a Reese estavam concorrendo o mesmo premio, as duas amigas, Nicole que levou os prêmios dedicou o prêmio a amiga e a todas a mulheres que sofrem algum tipo de abuso.

  Sobre a autora  (tirado do site da editora)

Liane Moriarty ao lado de Nicole Kidman e Reese Witherspoon
  Liane Moriarty nasceu em novembro de 1966 na Austrália. Antes de se tornar escritora em tempo integral, com cinco romances e uma série de livros infantis publicados, Liane trabalhou como gerente de marketing de uma editora e foi redatora freelance, com colaborações para textos publicados em sites e conteúdo para comerciais de TV. Ela mora em Sydney com o marido e os dois filhos pequenos. Todos os livros da autora foram publicados pela editora Intrínseca.


    Apêndice

   Quando eu vi o trailer da série em uma rede social tinha me ganhado (fala sério, Nicole, Reese e Shailene juntas em uma serie?!). Eu nem sabia que tinha livro até descobri-lo em uma loja americanas, estava de promoção, R$ 10,00. Ali eu estava cego para ler o livro e assistir a série. Para mim foi um marco no ano de 2017, pois eu lia o livro e a cada semana via as páginas sendo muito bem adaptadas para as telas de televisão. Para mim foi o melhor livro e a melhor serie que eu assistir, virei fã da Liane e vou acompanhar o seu trabalho com avidez. 








O Leitor Burguês

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