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RESENHA - O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (livro)


Abe Cochilando (p. 23)
RESUMO

O livro tem uma temática bem envolvente e interessante de viagem no tempo que sinceramente, não entendo como Ranson Riggs não se perdeu em determinados pontos, romance e aventura. Jacob Portman, filho de pais que não acreditam em nada além do trabalho duro e da infalível “Realidade” cresceu escutando as histórias mirabulosas de seu avô Abraham Portman vulgo Abe e por isso era ignorado na escola onde seus colegas diziam que ele era louco como seu avô. Ao chegar em certa idade ele resolve para de acreditar nas histórias da II Guerra Mundial que Abe lhe contava falando de monstros, crianças peculiares e um orfanato onde a Srta. Peregrine cuidava dessas crianças no País de Gales, afastado de tudo e de todos para mantê-los em segurança.

Certo dia seu avô teve um “surto psicótico” e tal acontecimento, relatado logo no início da trama, causa um “trauma muito grande”, pois além de ver algo que o deixou aterrorizado, Abe pede para que Jacob vá para o orfanato antes que seja tarde demais e isso faz com que Jacob comece a ter pesadelos com coisas que ele sabe que são reais, mas se nega a acreditar, o que leva seus pais a tomarem uma atitude um tanto quanto exagerada, ao ver de Jacob: Ir para um psiquiatra! Esse psiquiatra, Dr. Golan, após várias sessões, aconselha que a melhor maneira de tentar eliminar esse trauma é deixando Jacob ir até esse orfanato no País de Gales para que ele conheça essas crianças, que na atual época já devem ser idosos como Abe, para que ele possa amenizar na sua consciência o fato ocorrido com seu avô. Depois de muito relutar com seus pais e eles conversarem com Dr. Golan, o pai de Jacob embarca com ele nessa jornada.

Ao chegar no País de Gales, após uma longa viagem, de descansarem e conhecer dois fedelhos que infernizam sua vida, Jacob sai em busca do orfanato, mas ao encontrar apenas ruínas, ele se frustra por não exatamente o que esperava. Logo ele vê que nada é o que parece ser e descobre um mundo dentro de outro mundo quando acha um meio de conhecer de fato quem são essas crianças peculiares tão faladas por seu avô. Dessa forma além de outro mundo ele também descobre o amor, companheirismo e formas de ver o mundo que ele jamais imaginaria que fosse possível.

O Reflexo No Lago (p. 109)
HISTÓRIA POR TRÁS DO LIVRO

O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares é o primeiro livro de uma trilogia juntamente com o Contos Peculiares livro muito importante para o desenrolar no segundo livro da trilogia que nasceu da paixão do autor por fotos snapshots, que teve início por volta dos seus 11 anos quando sua avó o levava para lojas de troca de objetos de segunda mão na Flórida, onde o autor cresceu. "Pode ser muito torturante para um menino de 11 ou 12 anos de idade, mas eu gostava de encontrar caixas de snapshots (fotos antigas) por lá.", Disse Riggs.

Snapshots é popularmente conhecido como fotografias "criadas" espontânea e rapidamente sem enquadramento e sem nenhum caráter artístico. essas fotos são consideradas "imperfeitas" amadoras e mal compostas, o que às transforma ainda mais bizarras.

Certo dia, Riggs em uma de suas buscas por fotos encontrou a de uma garota que parecia muito com uma garota que foi seu amor de infância. Ele imediatamente sentiu uma vontade enorme de comprar tal foto e a colocou na cabeceira da sua cama. Anos mais tarde, eu a levei para fora de casa e olhei na parte de trás da foto", lembrou Riggs, "e tinha uma descrição informando que ela tinha morrido aos 15 anos de leucemia. Eu pensei: ‘oh, uau, eu tenho vivido com um fantasma’".

Foi justamente essa atração desenfreada por fotos bizarras e antigas que se tornou o ponto de início da sua inspiração para escrever o romance O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (2011) que logo se tornou um best-seller tendo seu enredo inspirado nas dezenas de fotos vintage de sua coleção particular.

Ransom Riggs estima ter visto 10.000 fotos para escolher as aproximadamente 50 contidas no seu romance de estreia. "Eu às amo porque elas são belas fotografias de coisas horríveis", disse o escritor Riggs.
Silhueta Da Srta. Peregrine (p. 58)

OPINIÃO

A maneira como Riggs explana toda trama do livro mostra que, com toda certeza, ele trabalhou horas a fio para não se perder nas várias idas e vindas entre as duas épocas em que Jacob tinha que mesclar. Sua única “amizade”, um rapaz meio punk, mostra o quanto ele é antissocial e prefere viver assim, porém com a reviravolta dada logo no primeiro capítulo do livro vemos o quanto se faz necessário o afago da família, mesmo para as pessoas que se fecham no seu próprio mundo. O que acho interessante na maneira como Riggs escreve, é que ele consegue ser explicativo e objetivo ao mesmo tempo, envolvendo o leitor de uma forma que trás empatia para com os personagens, suavizando os momentos de tensão sem perder o ar de naturalidade com que a história é tratada pelos próprios personagens.

Para aqueles que assistiram ao filme, adaptado da obra, antes de ler o livro, a decepção não é tão grande quanto para os que fizeram o caminho inverso. Além da troca de poderes peculiaridades de alguns personagens, algo que me chamou muito a atenção foi a crucial importância dada à uma certa peculiaridade que, aparentemente nesse primeiro livro, Riggs deixou passar completamente despercebido, mas que Tim Burton soube aproveitar significativamente no filme. A história desse primeiro livro da trilogia é completamente encantadora e com toda certeza o autor soube abordar bem a temática dos conflitos da adolescência de Jacob de uma forma a transformar a narrativa em algo natural entre Narrador e Leitor.
A Garota Que Levita (Capa)


Uma coisa muito interessante de ser notada também é a paixão que o autor tem por fotos um tanto quanto bizarras. Essas fotos são de arquivos pessoais do próprio autor e de outros colecionadores ao redor do mundo. Vale ressaltar que todas elas realmente existem... Pode ser que elas não sejam reais montagens, mas todas foram colocadas nos três livros da maneira como elas realmente existem. Ao final de cara livro existe um glossário descrevendo cada foto e seu colecionador.

Abaixo deixarei algumas das imagens contidas no primeiro livro. Se quiser ver todas sugiro ler o livro e se encantar com esse romance que costuma cativar todos aqueles que amam nostalgia e tem um certo apresso pelo bizarro sem perder a essência do que é ser humano.

Srta. Peegrine (p. 138)
Bailarinas Comendo (p. 111)
Jill E O Pé De Feijão (p. 179)
A Contorcionista (p. 48)

Meninas Na Praia (p. 108)
Caças (p. 129)
A Cabeça Pintada (p. 17)
O Menino E Suas Abelhas (p. 110)
Emma No Escuro (p. 114)
O Menino Fantasiado De Coelho (p. 84)
Os Bonecos De Enoch (p.202)
 -- Karatê Kid
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O Dia da Toalha e o porquê desse nome

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Se você está começando agora sua jornada nerd e não sabe ainda o que é esse "Dia da Toalha", não estamos aqui para julgar você, mas para explica-lo um pouco sobre esse dia para que você possa seguir sua jornada com informações importantíssimas, além, é claro, de uma toalha. Depois dessas informações prévias, boa leitura e não entre em pânico!

Douglas Adams é autor da série de livros O Guia do Mochileiros das Galáxias. A obra é de ficção científica e o autor passa por viagens no espaço e tudo mais... segundo alguns críticos literários, a obra deixa o leitor até confuso com fatos que não fazem o menor sentido, mas mesmo assim diverte o leitor e satiriza muito dos pensadores, artistas e até mesmo cientistas. 

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O dia 25 de maio (anote aí na sua agenda nerd) foi criado pelos fãs da obra para homenagear Douglas Adams. A data começou a ser comemorada em 2001, após a notícia do falecimento do autor. Os fãs criaram esse dia para prestar sua homenagem e gratidão pela obra publicada que tanto divertiu e cativou o mundo geek. Mas ainda faltava algo. Como Adams criara O Guia do Mochileiro das Galáxias recheado de humor, aquilo deveria refletir na temática daquela homenagem, foi-se então que surgiu a ideia de chamar o dia 25 de maio de Dia da Toalha, já que no próprio enredo da obra, uma página inteira é reservada para explicar que uma toalha é um item indispensável na bagagem tendo muitas utilidades. Portanto, dia 25 de maio: Dia da Toalha. 

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A première do primeiro episódio de Star Wars IV: Uma nova esperança foi lançado na mesma data, aí a galera nerd se apropriou mais ainda desse dia. 

Portanto, meus caros nerds, fica nossa gratidão aos nerds que leem nossos posts e acompanham nosso conteúdo. E lembrem-se: "Não entre em pânico! Ah, ... e obrigado pelos peixes!"

Sr Stark
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Fãs da série Lucifer estão com sorte. Nem tanto assim!

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Que a série foi cancelada isso todo mundo já sabe, que estavam cogitando comprá-la, isso também você já sabe. os boatos é de que o cancelamento aconteceu pela baixa audiência e agora surge na internet a confirmação de dois episódios bônus após o cancelamento. 

A tão sonhada quarta temporada pelos fãs de Lucifer foi dada como morta recentemente. A Fox passou a foice na cabeça de muitas séries consideradas de nicho, até Brookling 99 entrou na lista. Com exceção da B99, que foi resgatada pela NBC, a série do anjo caído não encontrou casa nova, possa ser por conta do receio de ser resgatada e ainda manter a audiência razoável. Segundo informações de sites americanos, a audiência média era de 3,3 milhões de espectadores. 

A Fox confirmou após três temporadas somando aí uns 55 episódios, mais dois de bônus aí como último suspiro. o episódio está previsto para ser exibido próximo dia 28/5/18 nos EUA. Lembrando que você pode acompanhar a série aqui no Brasil pelo canal Universal ou pela Netflix. 

Sr Stark
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Homem-Formiga e Vespa: Filme ganha imagens promocionais.


Se seu bolso ainda não se recuperou dos ingressos de Vigadores Guerra Infinita e Deadpool, se prepara que dia 5 de julho tem Homem-Formiga e Vespa. E hoje (22/5/18) Começou a circular novas imagens promocionais do filme. Vai curtindo aí. 




























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13 Porquês é gatilho para suicídio ou uma valorização da vida?

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Meus caros nerds! Desde a primeira temporada a série 13 Porquês tem dado o que falar sobre a sua temática forte e bastante realista sobre o suicídio de Hannah Baker e as fita que ela deixou gravadas destinadas aos que foram os motivos para ela ter tomado tal decisão. 

Vale lembrar que, anteriormente, eu postei um texto falando sobre Deadpool ser a ascensão do que é errado . Falei nesse texto também que o mundo não pode mais ser visto em preto e branco. E por aí vai, dá uma conferida no link.

O que vamos discutir aqui é a nossa capacidade mais uma vez de filtrarmos e retermos o que é bom, claro não ficarmos cegos também para os pontos negativos apresentado no enredo da série que tem seu roteiro baseado no livro de mesmo título (pelo menos a primeira temporada). Hannah Baker comente suicídio e a cena é detalhista e angustiante. As pessoas do seu convívio, geralmente colegas de escola, recebem fitas com a narrativa que Hannah deixou contando motivos que a levou tomar essa decisão definitiva. Cada integrante tem participação que é contando nas fitas. Isso você já deve saber se tiver assistido ou ouvido falar pelo menos um pouco do enredo da série.

O que estamos aqui para refletirmos é que se uma série se propõe a falar de um tema tão polêmico e que divide a opinião de muitos, qual seria seu real propósito. há quem diga que uma obra como essa serve gatinho para induzir mais pessoas à prática do suicídio, há quem afirma que esse tipo de obra só reforça mais ainda tais tendências e acaba alimentando mais ainda o desejo de pessoas a tirarem suas próprias vidas.

O que se pode analisar também, é que se estamos aflando de suicídio, claro que a intensão seria justamente o combate do mesmo! Não vejo como falarmos do combate ao uso de drogas se não tivermos exemplos que transmitam essa realidade e a apresentação de suas consequências. Ainda mais, reforçando as estratégias de solução para tal problema. A temática do suicídio na série 13 Porquês ainda ressalva as contra indicações para pessoas que são inadequadas para assistirem tal obra, justamente pela dramatização forte que é mostrada.

A série 13 Porquês é uma ferramente de mostrarmos as chances que uma pessoa tem de superar problemas que não seja o suicídio, ou é apenas um alimento para tal prática?

Sr Stark














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Deadpool é a ascensão do que é errado. Será?

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Meus caros leitores, trago aos vossos cérebros a seguinte reflexão: nós estamos perdendo nosso senso de justiça ao ponto de nos apegarmos aos personagens que representam forças do mal, ou a nossa sociedade simplesmente está expandindo sua mente para perceber que o mundo não é só divido entre preto e branco, certo e errado...? 

Um refresco para a memória

Tem alguns anos aí na nossa história que estamos nos apegando mais fácil com a ideia de que um vilão pode ter suas atitudes malignas e cometer suas atrocidades e no fim acabar se redimindo, tornando tudo aquilo que ele fez perdoável. Como numa novela aí que o cara jogou o filho(ou filha) da própria irmã numa caçamba de lixo, no decorrer do enredo passou por preconceito por ser gay e outros fatores o fizeram sofrer horrores. Ao fim da trama, o personagem teve sua remissão de pecados quando passou a cuidar do pai inválido. 

Outros clássicos tanto dos cinemas como dos quadrinhos são Batman e Wolverine que, diferentemente do exemplo anterior, não são vilões, mas não desfrutam de muita piedade com os que comentem delitos. Os dois personagens que são sucesso há anos, rendem sempre incríveis histórias, tanto que se é diferente a crítica cai matando. 

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Wolverine (Marvel) e Batman (Dc)

A diferença do anti-herói para o vilão

A obra cinematográfica, a literatura, a novela ... espalhou-se para todo o lado a temática (que não era novidade até então) de vilões e anti-heróis como protagonistas de uma trama. A tentativa de emplacar Esquadrão Suicida foi justamente para pegar onda nessa vibe. Não foi tão bom assim, por outros motivos. O vilão é o que já temos o hábito de ver, sempre aquela personalidade que tem o papel de complicar a vida do protagonista. Aquele que carrega a irritante missão de tornar a história amais complicada e o seu quase triunfo no clímax nos faz ficar arrepiados, mas quando o desfecho chega, tudo acaba bem! Nem sempre.

O anti-herói faz ali uma função de herói, mas tem o estigma de não se encaixar nos padrões de bom moço. Capitão América e Super-Homem mandam lembranças! personalidades como Gata Negra (Marvel), Mulher Gato (Dc) outros tantos; não são heróis, pois seu senso de justiça não parte só em ajudar ao outro, mas por motivações próprias. Aí onde vem a introdução para o próximo tópico meus amigos. 

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Gata Negra (Marvel) e Mulher Gato (DC)

Por que amar algo que é para ser odiado?  

É aí onde está, amiguinhos! Não estamos mais com essa visão monocromática. A cabeça do século XXI tem que ser capaz de ponderar, parar, pensar em um contexto onde cada situação é construída, cada decisão é tomada, onde e quando cada frase é dita e por quem. nunca precisamos tanto analisar o contexto para poder tomarmos partido em uma discussão. Se pararmos para pensar que Batman não obedece as regras da polícia de Gotan, poderíamos condená-lo como um criminoso, mas se observarmos que ele foi vítima da própria violência de sua cidade e ele tem a capacidade/dinheiro de combater esse crime, se ele escolhesse não o fazer, poderíamos condená-lo como omisso! 

Wolverine se viu, por anos, escondido ou tentando se esconder por causa de sua mutação. O pegaram, fizeram experimentos e em alguns arcos das histórias mataram famílias que ele tentou construir tentando ser um cidadão comum e longe de confusão. Mas ao ver sua espécie (mutantes) sendo massacrada e vítima de um preconceito (como o próprio nome já diz) sem propósito, Logan parte para o derramamento de sangue. Se ele não lutasse em favor da causa mutante, ele seria um traidor! 

O mundo não é preto e branco

Analisando as possibilidades e o contexto que envolvem as pessoas e as decisões que elas tomam, passamos a compreender melhor o porquê de certas decisões serem tomadas. O perigo é tentarmos justificar atitudes erradas com pequenos traços de bondade. Saindo das telas e indo para a realidade, isso se torna muito forte. É o relacionamento abusivo, onde o indivíduo abusado permanece nele por N motivos e um dos tais é porque "o coitadinho" me mate, mas ele se arrepende depois! Não vamos confundir realidade com ficção. E na ficção temos casos de relacionamentos abusivos, agressões, senso de justiça duvidoso e é justamente isso que quero trazer a vocês nesse texto; uma reflexão sobre os personagens que nos apegamos e suas motivações por vezes erradas, mas com propósito nobre ou atitudes erradas que são perdoadas por uma atitude boa que anula tudo de ruim que já foi feito. 

Fica aí a reflexão. 

Sr Stark. 


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Resenha - Duna


Sobre o Livro  


Titulo original: Dune 

Autora: Frank Herbert

Paginas: 680

Editora: Aleph

Tradutora: Maria do Carmo Zanini


Para o futuro de milhares de anos, uma realidade que hoje jamais sonhamos ser possível, existe o planeta Arrakis, comumente chamado de Duna, onde a família Atreides é realocada pelo decreto do Imperador, devido a um jogo político. Conhecido como planeta Deserto, Duna, era governada pela família Harkunnen que agora trocaria de “casa” com os Atreides, no planeta Caladan.
De um planeta com florestas e chuva em quase todo tempo para um tempo árido e seco, os Atreides devem se acostuma com sua nova vida onde o bem mais precioso é a agua. Os Hakunnen não ficaram feliz com a decisão do Imperador, então logo eles começam a conspirar contra os novos governantes do Planeta deserto. Sabendo da conspiração da família rival, Duque Leto (patriarca dos Atreides) alerta sua família e alguns de seus funcionários.
Primeira versão publicada no Brasil, 1987
Seu filho, Paul, um jovem de quinze anos destinado a ser um Mentat – são jovens treinados para pensarem como maquinas – recebe uma grande revelação, ainda em Caladan da Reverenda Madre – chefe da Irmandade Bene Gesserit -, ela revela que Paul Atreides pode ser um Kwisatz Haderach – uma espécie de “messias” – porém o jovem deve abdicar de seu futuro como Mentat e passar nos testes da Irmandade Bene Gesserit.
“ Não terei medo. O medo mata a mente. O medo é a pequena morte que leva a aniquilação total. Enfrentarei o meu medo. Permitirei que passe por cima e através de mim. E, quando tiver passado, voltarei o olho interior para ver seu rastro. Onde o medo não estiver mais, nada haverá. Somente eu resistirei. “ – Paul sobre os Testes.
Pouco antes dos Atreides chegarem a Duna, Duque Leto fica sabendo que o planeta é rico em Melange (especiaria rara no universo da época, equivale ao nosso petróleo). Duque Leto passa a entender a decisão do Imperador. Que a sua intenção era justamente ter toda quantidade de Melange que o planeta poderia fornecer, o Imperador suspeitava que os Hakunnen estavam conspirando contra a corte. E chegou-se à conclusão de que os Atreides era a família submissa que lhe daria toda especiaria que pedisse.
O herdeiro do trono Atreides chega a passar no primeiro e no segundo teste, mas quando vai para o terceiro, a conspiração dos Hakunnen já está concluída e isso ocasiona na destruição da família de Paul, o seu pai mesmo sabendo dos planos de todos – dos Hakunnen e do Imperador – se sacrifica para que sua esposa grávida – Lady Jessica (que foi alvo da desconfiança de alguns membros do clã Atreides) – e seu filho, herdeiro do Trono e já considerado Kwisatz Haderach, podessem escapar com vida. 
“Provavelmente não existe epifania mais terrível do que o instante em que descobrimos que nosso pai é um homem, de carne e osso. ” – Princesa Irulan, sobre frases reunidas de Mua’Dib.

Fugindo do clã Hakunnen, Paul e Lady Jessica fogem para o deserto, lar da especiaria, dos vermes e do temíveis Fremem.  Os Fremem são povo que aprenderam a se adaptar a desgraçada realidade de onde vivem, com seus trajes que permitem suportar o deserto e seus olhos com orbitas azuis, aprenderam a ciência dos vermes e os benefícios do Melage. Acontece que só os vermes sabem onde estão a especiaria, eles são atraídos por pelo Melage e por ruídos que os andantes fazem no deserto. E os Fremem aprenderam tudo isso. E Paul já no deserto, vai tentar se tornar um Fremem e o teste de iniciação é logicamente montar um verme.
Apesar de sabermos que Paul é o escolhido desde a primeira página do livro, o leitor se apega a sua trajetória e entendi com o virar das folhas por que ele se tornou o Messias. Ele viu que as pessoas iriam ama-lo e idolatra-lo, porem no futuro essas pessoas iriam usar seu nome para matar, roubar, esterilizar e colonizar planetas. (Aonde já vimos essa história?)

Curiosidade do Livro

Frank Herbert criou todo um universo ímpar. Quando todo na época se focavam nos robôs e na inteligência artificial, ele se focou na política e na ecologia do mundo e do universo. É disso que o livro Duna trata: política e ecologia. Herbert não cita sabres de luz e nem computadores, mas sim uma trama bem construída contextualizada e cheia de simbologia.
Herbert depois do sucesso de seu livro, decidiu expandir o universo construído em Duna, ele acabou publicando mais cinco livros que dão continuidade a história de Paul Atreides.
Duna acompanha vários apêndices explicativos, como a ecologia do planeta e como se formou até se tornar o deserto que é, a religião de duna, os motivos e os propósitos das Bene Gesserit e os trechos seletos das casas nobres. Também vem com um dicionário acercas dos termos usados no livro.
última edição pela Aleph
O livro é considerado uma bíblia nerd, assim como a Fundação de Asimov.  Foi lançando em 1965 e ganhou vários prêmios, como o aclamado Hugo em 1966.
Duna também teve sua adaptação para o cinema em 1984 dirigido por Davyd Lych, com Kyle McLachlan – sua estreia no cinema. Foi indicado ao Oscar por melhor Som, porém ganhou o prêmio Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films pelas Categoria Melhor Figurino e Melhor Filme de Ficção Científica.

A editora Aleph republicou uma nova edição do clássico, em capa dura e com introdução de Niel Gaiman -
“ Duna é o melhor dos grandes romances de ficção científica, e o que mais se manteve relevante. ”



Sobre o autor

Frank Herbert
Franklin Patrick Herbert Jr. Nasceu em Tacoma, Washington. Trabalhou nas mais diversas áreas – operador de câmera de TV, comentarista de rádio, pescador de ostras, instrutor de sobrevivência na selva, psicólogo, professor de escrita criativa, jornalista e editor de vários jornais – antes de se tornar escritor em tempo integral. Em 1952, publicou seu primeiro conto de ficção, “Looking For Something? ”, na revista Starling Stories, mas a consagração ocorreu somente em 1965, com a publicação de Duna. Herbert também escreveu mais de vinte outros títulos, incluindo The Jesus Incident e Destination: Void, antes de falecer em 1986.
























O Leitor Burguês

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Simpsons bate recorde de denúncias sobre racismos


Vamos começar esse post jogando uma polêmica e saindo de fininho..


Capa do Documentário 
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Nesse mês de abril a série mais famosa do mundo, os Simpsons, foi alvo de acusações de racismo, porém o programa que está na marca do episódio 636 bateu recorde de denúncias de racismo. Se você não entendeu, eu explico.
Aconteceu que um ator e comediante de origem indiana, Hari kondabolu, produziu um documentário denunciando o estereótipo, começando pelo sotaque carregado, do personagem também indiano, Apu – dono de um mercadinho na cidade de Springfield.
Apu Nahasapeemapetilon
O documento, sob o nome “The Problem with Apu” (o problema com o Apu), foi emitido em 2017, porém foi dado uma “resposta” só no episódio 633 (08/03). No episodio, Marge compra um livro infantil e depois lê para sua filha mais velha, Lisa, que o acha chato, a Mãe decide apagar todos os elementos que fere a sensibilidade alheia.  “O que posso fazer? ”, perguntou Marge à Lisa. “Difícil dizer”, reponde a filha olhando em direção a câmera. Lisa continua: “Uma coisa que começou há décadas e era inofensiva e aplaudida, agora é politicamente incorreta. "O que pode-se fazer?”, nesse momento, Lisa, mira os olhos numa foto de Apu que pisca o olho de volta. Marge emenda: “Algumas coisas se resolverão mais para a frente”. Lisa responde, “ou não!”.
Vale ressaltar que essa treta toda se refere a uma controvérsia também denunciada no documentário – o ator Hank Azaria que dubla o indiano desde o começo da série é branco, porém o mesmo após essa polêmica decidiu deixar o trabalho de dublar Apu.
Hari Kondabolu
Matt Groening e Azaria, foram convidados por Hari para participarem do documentário e falarem do personagem Apu, contudo os mesmos recusaram e não deram seus pontos de vista. Até que Groening deu uma entrevista ao USA Today falando que sente orgulho pelo seu trabalho e acha que as pessoas estão vivendo em tempos em que adoram se fingirem de ofendidas.






E aí nerds? O que vocês acham dessa declaração de Groening? Vocês concordam com a atitude de Azaria?


Lembrando que ninguém da equipe do JanelaCentral compactua com qualquer ideia de racismo ou algum tipo de intolerância.







O Leitor Burguês
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